A partir da década de 1960, os terapeutas ocupacionais passaram a analisar criticamente as intervenções oferecidas de forma hegemônica em espaços de exclusão social, como manicômios, centros de reabilitação, asilos, escolas especiais, instituições de internação permanente a pessoas com deficiências físicas, ou mentais; e a questionar a possibilidade de ações realmente terapêuticas em espaços com esse caráter. Os profissionais depararam-se com o fato de que, pelo viés da ação como ocupação dentro do espaço institucional, era possível suprimir a condição de exclusão da população atendida, pois essas práticas eram vivenciadas como naturais pelos próprios pacientes e como formas de favorecer o tratamento.