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A adoção das políticas neoliberais em escala mundial afetou profundamente o campo das políticas sociais, por meio de intensos processos de reconfiguração institucional e ideológica do modelo de Estado de Bem Estar Social. Tais processos incluem cortes nos gastos sociais, redução da proteção do Estado, a remercantilização de bens e as privatizações. Diante desse cenário, as políticas sociais brasileiras, inclusive a de Assistência Social, enfrentam profundos paradoxos. De um lado, contam com as garantias constitucionais que pressionam o Estado para o reconhecimento de direitos; por outro, se inserem nesse contexto de ajustes à nova ordem capitalista internacional, com seu caráter