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Para publicar em periódicos da metrópole, deve-se escrever seguindo os géneros da metrópole, citar a literatura da metrópole e tornar-se parte do discurso lá produzido. Para um cientista social, isso significa tanto descrever sua própria sociedade como se fosse a metrópole, suprimindo sua especificidade histórica, ou descrevê-la em termos comparativos, situando sua especificidade nos parâmetros da metrópole. Esse “metrocentrismo” da imaginação sociológica é mais evidente nas teorias da "globalização". De todos os tópicos sociológicos, é nesse que as relações entre metrópole e periferia são mais nítidas. Ainda assim, a abundante literatura sociológica feita no Norte frequentemente projeta características da modernidade ou pós-modernidade da metrópole para outros espaços. Uma estratégia de resistência à essa situação, é a busca por sistemas indígenas de conhecimento, entendidos como contextos para produção de um conhecimento que esteve originalmente fora do sistema euro-centrado e que talvez ainda possa estabelecer uma base para autonomia.
As afirmativas a seguir apresentam interpretações coerentes do texto, à exceção de uma. Assinale-a.