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A capital do Amazonas foi, talvez, a cidade que mais conheceu a riqueza, os encantos e o glamour do primeiro mundo no Brasil. A seus rios e florestas foram somados o ouro e a sofisticação importada da Europa.
Localizada à margem esquerda do rio Negro, Manaus originou-se de um pequeno arraial formado em torno da fortaleza de São José do Rio Negro, criada em 1669, para guarnecer a região de possíveis investidas dos inimigos. Erguida à base de pedra e barro, a construção foi chamada de Forte de São João da Barra do Rio Negro.
No princípio do século XIX, em 1833, o arraial foi elevado à categoria de vila com o nome de Manaós, em homenagem à tribo de mesma denominação, que se recusava a ser dominada pelos portugueses e se negava ser mão de obra escrava. Quando recebeu o título de cidade, em 24 de outubro de 1848, era um pequeno aglomerado urbano, com cerca de 3 mil habitantes, uma praça, 16 ruas e quase 250 casas.
O apogeu da capital do Amazonas aconteceu com a “descoberta” do látex por estrangeiros. Apoiada na revolução financeira e econômica proporcionada pela borracha, a antiga Manaus passou a ser, por muito tempo, a cidade mais rica do país.
Conclui-se do texto que o período que se seguiu à descoberta do látex foi o de maior riqueza da cidade de Manaus.