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O ensino tradicional é um modelo que se inspira na ideia de que a mente das crianças é uma tábula rasa, um espaço em branco sobre o qual os diversos conteúdos devem ser inscritos seguindo-se um método rigoroso de exposição e avaliação. Mais do que qualquer outra aptidão, ele valoriza o acúmulo de conhecimento. As escolas de ensino tradicional representam, para muitos pais, a esperança de sucesso dos seus filhos na vida profissional. “Caso estudem em uma escola de ensino tradicional, quando fizerem vestibulares, meus filhos serão aprovados, desde que não tenham problemas emocionais”, pensam alguns pais. Apesar das altas taxas de aprovação nos melhores vestibulares do país e da procura crescente por essas escolas, questionam-se os efeitos colaterais proporcionados por esse modelo: o custo emocional como preço alto demais por essas boas colocações.
A proposição “Caso estudem em escola de ensino tradicional, quando fizerem vestibulares meus filhos serão aprovados, desde que não tenham problemas emocionais” é logicamente equivalente a “Meus filhos não estudam em escola de ensino tradicional, não farão vestibular, têm problemas emocionais ou serão aprovados no vestibular”.