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Cada vez mais, ciência e tecnologia são componentes básicos do planejamento nacional na busca de desenvolvimento econômico, diminuição das desigualdades sociais e preservação do meio ambiente. As metas do desenvolvimento científico não mais se limitam à acumulação, na academia de conhecimento sobre as leis da natureza ou à busca de soluções para problemas específicos; elas se caracterizam como formação e uso do conhecimento como nova forma de capital para que cada nação possa manter sua autonomia e sua competitividade no equilíbrio entre seus pares. As soluções para os problemas de emprego, educação, habitação, saúde, saneamento, crescimento demográfico, migrações estão, em grande parte, vinculadas a inovações em produtos e serviços, por sua vez, dependentes de pesquisa. Acresce que a moderna sociedade do conhecimento é cada vez mais dinâmica, mudando com grande rapidez as suas linhas de desenvolvimento, baseadas em uma atividade científica que produz cinco mil novas publicações por dia, o que gera um conhecimento que se renova a cada cinco ou seis anos e está disponível de imediato nos novos meios de comunicação. O número de trabalhadores na área científica vem aumentando com tal rapidez que estão, atualmente, em atividade 90% de todos os que, até hoje, se dedicaram à ciência. A formação e a atualização de um sistema nacional de ciência e tecnologia deixaram de ser o esforço episódico de há 50 anos para se converter em necessidade contínua e crescente em que produção, transferência e utilização do conhecimento formam o carro-chefe do desenvolvimento econômico e social.
As metas do desenvolvimento científico incluem a formação de capital financeiro que garanta a autonomia e a competitividade de produtos brasileiros no exterior.