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As metáforas da fome e da devoração, que já tinham alimentado o modernismo de 1922, a teoria antropofágica de Oswald de Andrade, foram atualizadas pelo movimento poptropicalista brasileiro, ocorrido nos anos setenta do século passado, como uma devoração típica da cultura de massas e de sua geleia geral. No cinema latino-americano em geral, e, em especial, no Brasil, com o cinema novo, que explodiu nos anos 60 do século passado, a fome foi tematizada. Segundo Glauber Rocha, a fome foi tratada nesses filmes de modo fenomenológico, social, político, estético, poético, demagógico, experimental, documental e cômico. Todavia, a proposta do cinema novo ia além: buscava transformar a fome em princípio, em uma espécie de impensado latino-americano capaz de funcionar como motor de um pensamento novo.
Considerando-se o texto acima apresentado, é correto afirmar que os filmes produzidos no contexto do movimento denominado cinema novo