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Nas últimas décadas, os fundos de pensão assumiram papel de fundamental importância nas principais economias do mundo. Governos empenhados em reformar seus sistemas de previdência têm incentivado a expansão dos regimes privados, seja como um complemento para o regime público, seja como uma alternativa para substituí-lo. Em nenhuma outra parte do mundo, esta última alternativa foi tão vigorosa como na América Latina. Os fundos de pensão estão crescendo rapidamente e se colocam no centro do debate sobre o desenvolvimento econômico e social dos países da região.
Analistas da área apontam para o fim do ciclo hiperinflacionário e do descontrole dos gastos públicos como o principal motivador da expansão dos fundos de pensão entre os países latino-americanos. Esse renovado interesse pela previdência complementar ainda teria sido fortalecido pelo próprio processo de reformas orientadas para o mercado, o qual estabeleceu uma moderna estrutura de regulação e supervisão dos fundos institucionais.
O Brasil destaca-se no cenário latino-americano como um dos países pioneiros na implementação de fundos de pensão. Entre as principais economias da América latina, o mercado previdenciário brasileiro responde por mais da metade dos recursos acumulados nessa modalidade de investimento institucional.
Na linha 7, o trecho “esta última alternativa” retoma uma das formas de expansão dos regimes privados de previdência, aquela em que se busca a substituição do regime público.