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Há duas maneiras de olhar para o desenvolvimento no mundo contemporâneo. Uma, profundamente influenciada pelo crescimento da economia e pelos valores que lhe estão subjacentes, refere-se ao desenvolvimento essencialmente como uma expansão rápida e sustentada do produto nacional bruto per capita, talvez qualificada por uma exigência de que os frutos dessa expansão alcancem todas as camadas da comunidade. Uma segunda visão, que contrasta com a anterior, vê o desenvolvimento como um processo que aumenta a liberdade dos envolvidos para perseguir quaisquer objetivos que valorizem. Em consonância com essa visão do desenvolvimento, a expansão da capacidade humana pode ser descrita como a característica central do desenvolvimento. O conceito de “capacidade” de uma pessoa pode ser encontrado em Aristóteles, para quem a vida de um indivíduo pode ser vista como uma sequência de coisas que ele faz e que constituem uma sucessão de funcionamentos.
A capacidade refere-se às combinações alternativas de funcionamentos a partir das quais uma pessoa pode escolher. Assim, a noção de capacidade é essencialmente um regime de liberdade — o leque de opções que uma pessoa tem para decidir que tipo de vida levar. A pobreza, nessa visão, não reside apenas no estado de empobrecimento em que uma pessoa pode realmente viver, mas também na falta de oportunidade real — imposta por constrangimentos sociais, bem como circunstâncias pessoais — para escolher outros tipos de vida.
Preservam-se as relações significativas entre os termos da oração, bem como a correção gramatical do texto, ao se reescrever o trecho “pelos valores que lhe estão subjacentes” (R.3-4) do seguinte modo: pelos valores que estão subjacentes ao desenvolvimento do mundo contemporâneo.