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Incentivar o uso de transportes que desafoguem o trânsito e diminuam a poluição é uma necessidade urgente nas metrópoles. Sintonizado com essa demanda, o Rio de Janeiro seguiu o exemplo de cidades europeias e implantou um serviço de aluguel de bicicletas públicas, o Pedala Rio, há um ano. A iniciativa louvável, porém, esbarrou em um velho problema dos grandes municípios brasileiros: o furto. Em menos de duas semanas, cinquenta e seis unidades foram roubadas. O episódio colocou em xeque a viabilidade do modelo em uma cidade que sofre com a falta de segurança pública e a atuação de gangues criminosas. Incapaz de operar sem quase um terço da frota, a concessionária responsável cancelou o serviço temporariamente. A empresa prometeu reativá-lo, mas agora com novas precauções para tentar driblar os gatunos. Para isso, usará mecanismos como travas mais resistentes nas estações e dispositivos eletrônicos que permitam comunicar à central de operações a retirada forçada dos equipamentos. Também está sendo estudada a implantação de câmeras nos pontos de aluguel. Além disso, as bikes não voltarão prateadas às ruas, mas com cores chamativas, para serem mais facilmente identificadas. Ao que tudo indica, o furto foi uma ação coordenada. Ladrões teriam usado a estrutura do próprio equipamento como alavanca para quebrar as travas de segurança nas estações, que, a não ser por isso, permaneceram intactas. “Tudo ia muito bem até esse incidente”, afirma Altamirando Moraes, subsecretário de meio ambiente da prefeitura. Segundo ele, agora o governo estadual concordou em dar maior atenção ao policiamento e ao controle das estações. Essa ação integrada das duas esferas de governo é uma providência útil para salvar uma boa ideia.
As expressões “empresa” (l.13) e “central de operações” (l.17) foram empregadas, no texto, com a finalidade de se evitar a repetição do vocábulo “concessionária” (l.12).