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Ninguém sabe dizer de forma precisa como a fala surgiu. A Antropologia, a Sociologia, a Psicologia, têm ajudados muito as outras ciências, como a História e a Linguística a desenvolverem os estudos sobre a fala. Ao nascermos somos apresentados ao mundo que está aí, não precisamos inventá-lo novamente. E grande parte desse mundo é representado pela linguagem, deixada como herança por nossos antepassados: aprendemos a falar com as pessoas que nos cercam e com elas também aprendemos os significados articulados pela linguagem. Ensinar língua oral deve significar para a escola possibilitar acessos a usos da linguagem mais formalizados e convencionais, que exijam controle mais consciente e voluntário da enunciação, tendo em vista a importância que o domínio da palavra pública tem no exercício da cidadania. (PCN, 1999: 67) É neste contexto, muito mais real que apenas escolar, que se torna necessário abordar a questão da língua oral, cujo objetivo é propiciar ao aluno um conjunto competências que o torne capaz de conviver na sociedade na qual está inserido, sendo capaz de utilizar a língua de acordo com os diferentes usos sociais. Ao se comunicar oralmente, já tendo na escola algumas orientações sobre o funcionamento da língua oral, o aluno começa a se apropriar das estruturas e funções dos gêneros orais que fazem parte da sociedade. (Mônica de Souza Serafim (UFC). O trabalho com a oralidade em sala de aula: tem o professor valorizado?)
Segundo o texto, o ensino da oralidade na escola é importante porque: