///
Antes mesmo de morar em casas, de plantar sua comida ou de domesticar vacas e cavalos (e gatos), os seres humanos já possuíam cães. Nosso suposto “melhor amigo” é também o mais velho amigo. E, no entanto, sabemos tão pouco sobre eles.
Isso pode estar prestes a mudar a partir de 2016, como resultado de um imenso trabalho conjunto que envolve praticamente todos os principais geneticistas, paleontólogos e arqueólogos especializados em cachorros no mundo. Juntos, sob liderança do biólogo americano Greger Larson, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, eles estão revendo todo o registro fóssil canino disponível no mundo inteiro.
Apesar de os cientistas concordarem que o cão doméstico evoluiu do lobo (provavelmente por iniciativa do lobo, que achou vantajoso se aproximar daquele primata que deixava tantos restos de comida), eles discordam sobre quase todo o resto. Não há consenso, por exemplo, sobre o local de origem da espécie – quem diga que tenha sido na África, outros apontam a Europa, e há teorias de que o cão tenha surgido na Sibéria, na Mongólia ou até no Extremo Oriente.
Também estamos longe de um consenso sobre data do aparecimento da nova espécie. Ninguém discorda de que os cães já haviam sido domesticados há 14 mil anos, já que sepulturas caninas dessa época foram encontradas – em algumas delas os totós estavam enterrados junto com seus homens das cavernas. Mas alguns pesquisadores afirmam que encontraram ossos com características de cães domésticos de mais de 30 mil anos de idade na Bélgica e na República Tcheca.
Sobre o texto, é INCORRETO afirmar que: