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Segundo MÈREDIEU, o auxílio de instrumentos e materiais novos modificou profundamente o estilo infantil. Basta pensar no aparecimento da caneta hidrográfica, que invadiu as escolas maternais e viu surgir um tipo de grafismo muito particular, ao mesmo tempo que uma tendência à miscelânea, com certas crianças utilizando sistematicamente todas as cores. O tamanho das folhas de papel também contribuiu para liberação da expressão infantil. Estamos agora longe do minúsculo rabisco na margem do caderno escolar. O gesto pode expandir-se e a criança tomar consciência do espaço e de suas possibilidades. Com base no exposto, analisar a sentença abaixo: A criança de três ou quatro anos não reconhece como seu o desenho executado alguns minutos antes, depois que a obra é produzida, retira-se dela e concentra toda sua energia no gesto do momento (1ª parte). A observação de uma criança pequena desenhando mostra bem que o corpo inteiro funciona e que a criança sente prazer nessa gesticulação (2ª parte). Talvez seja no rabisco, traço ativo ainda impregnado do dinamismo do gesto que o produziu, que essa instantaneidade do desenho infantil apareça melhor. Cumpre notar, aliás, que quanto mais a criança avança em idade, mais aumenta a rapidez de execução e o desenho torna-se manchado, com rabiscos (3ª parte).
A sentença está: