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O ex-engraxate que cruzou o país vendendo máquinas para fazer lentes hoje comanda uma rede de franquias que vende óculos a preços populares e faturou R$ 6 milhões em 2014. Essa é a trajetória de Celso Silva, fundador do Mercadão dos Óculos. Ele teve de largar os estudos ainda criança para ajudar a família, mas mesmo assim conseguiu atingir o sucesso no mundo dos negócios.
Filho de pais humildes, Celso conta que começou a ajudar financeiramente a família quando tinha apenas sete anos, na cidade de São José do Rio Preto. “Fiz uma caixa bem rústica e comecei a engraxar sapatos na rua. Depois, fui entregador de jornal e consegui uma colocação em uma confecção de roupas, onde trabalhei até os 17 anos”, recorda.
No entanto, Celso via poucas perspectivas de crescimento em seu emprego e não pensou duas vezes quando surgiu a oportunidade de mudar para uma indústria que fabricava máquinas de fazer lentes. “Fiz o lançamento desse produto no Brasil. Viajava o país inteiro de carro para oferecer nas óticas, mas tive muitas dificuldades no início, pois era algo desconhecido. As únicas opções que existiam no mercado eram importadas e caras”, diz.
Superada essa dificuldade inicial, o jovem teve uma ideia para ganhar um dinheiro extra. Entrou em contato com um fabricante de armações e encomendou alguns modelos para vender às óticas que visitava para comercializar a máquina. A ideia foi um sucesso e ele resolveu vender seu carro e juntar dinheiro para montar o próprio negócio.
“Montei uma indústria e coloquei uma equipe de vendas para contatar todos os clientes que eu havia feito no trabalho anterior. Com isso, consegui montar uma boa rede rapidamente”, conta Celso.
Com base no texto, analisar a sentença abaixo: Como não via possibilidade de crescimento no emprego de confecção de roupas, quando surgiu a oportunidade, Silva começou a trabalhar em uma indústria que fabricava máquinas de fazer lentes (1ª parte). As máquinas de confeccionar lentes foram apresentadas nas óticas, mas no início as vendas encontravam muitas dificuldades por ser algo desconhecido no Brasil (2ª parte).
A sentença está: