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Os hábitos e os costumes dos primeiros habitantes da Amazônia não são apenas vestígios arqueológicos enterrados no passado: ao contrário, renovam-se com atuais moradores da região. Nos quintais das casas de comunidades contemporâneas, brotam várias espécies que já faziam parte do dia a dia dos índios que viveram naqueles mesmos locais há centenas de anos – como o mamão e a macaxeira. Esta foi a conclusão da bióloga Juliana Lins durante sua pesquisa de mestrado, realizada no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e recém-publicada na Plos One.
Instigada pelas marcas que os antigos índios deixaram, a estudante decidiu investigar quintais de casas atuais que se localizam sobre sítios arqueológicos precisamente aqueles instalados em terras pretas de índio – solos antropogênicos ricos em nutrientes como fósforo, cálcio e magnésio, além de um tipo de carvão vegetal muito eficiente em reter nutrientes. Essas áreas frequentemente apresentam, também, vestígios mais concretos de populações passadas, como cerâmicas.
“É difícil explicar como ou por que, mas os índios, de alguma forma, criaram esses solos. Não sabemos se foi intencional, mas sabemos que eles estão nos locais onde as pessoas moravam e que eles existem por causa do lixo – restos de comida, excrementos etc. – que a comunidade produzia”, conta Lins. As terras pretas de índio estão espalhadas pela Amazônia, quase sempre em lugares privilegiados para a ocupação humana, como o topo de barrancos ou à beira dos rios. Depois dos nativos, viveram sobre elas os imigrantes europeus, que viram nesses locais paragens férteis e seguras, e a ocupação teve continuidade até os dias atuais.
Sobre o texto, analisar a sentença abaixo: A pesquisa da bióloga Juliana Lins deu-se sobre os quintais de casas atuais que se localizam sobre sítios arqueológicos (1ª parte). Os hábitos e os costumes dos índios da Amazônia são vestígios arqueológicos enterrados no passado e têm se renovado com os atuais moradores da região (2ª parte).
A sentença está: