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Uma dupla via é aberta: uma que pensa a construção das identidades sociais como resultando sempre de uma relação de força entre as representações impostas por aqueles que têm poder de classificar e nomear e a definição, submetida ou resistente, que cada comunidade produz de si mesma; a outra que considera o recorte social objetivado como a tradução do crédito concedido à representação que cada grupo faz de si mesmo, portanto, à sua capacidade de fazer com que se reconheça sua existência a partir de uma exibição de unidade. (CHARTIER, R. À beira da falésia. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 2002.)
O texto acima está pautado em uma tendência historiográfica que marcou a segunda metade do século XX. Tal concepção, que tem o conceito de representação como central, ficou conhecida no Brasil como