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Nas últimas décadas, pesquisadores/as dos estudos da linguagem têm destacado que “o trabalho com aspectos culturais tem-se tornado cada vez mais importante nos processos de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira” (Couto; Jovino; Ferreira, 2016, p. 54) e que “há muito o conceito de cultura tem sido considerado essencial para o ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras; porém, dificilmente abordado em sua complexidade [...] [uma vez que] pesquisas interculturais persistem em atribuir uma homogeneidade a culturas e línguas nacionais” (Menezes de Souza, 2010, p. 290). “Definições do conceito geralmente giram em torno da concepção de estruturas de conteúdos e valores específicos de determinados grupos sociais, comumente numa dimensão nacional” (Menezes de Souza, 2010, p. 290) e reforçam uma visão de cultura como padrão, normativa, sem variações e diferenças (Couto; Jovino; Ferreira, 2016, p. 58). O estudo, portanto, do conceito de cultura pode promover um “movimento de autorreflexão, [no qual] estão inseridas as questões que perpassam as identidades sociais [dos/das] aprendizes, as quais estão atreladas a aspectos culturais do que aprendemos que significa ser de determinado gênero, pertencer a determinada classe social, fazer parte de determinado grupo étnico-racial na sociedade” (Couto; Jovino; Ferreira, 2016, p. 63).
COUTO, L. P.; JOVINO, I.; FERREIRA, A. Aspectos culturais como conteúdo nas aulas de LE. In: COUTO, L. Didática da Língua Espanhola no Ensino Médio. São Paulo: Cortez, 2016, pp. 54-63.
MENEZES DE SOUZA, L. M. T. Cultura, língua e emergência dialógica. Revista Let. & Let, v. 26, n. 2, Uberlândia, 2010, pp. 289-306.
Considerando o que as autoras Couto, Jovino e Ferreira, bem como o autor Menezes de Souza destacam no trecho lido, assinale a alternativa que descreve o conceito de cultura necessário e significativo para a atualidade na formação docente e no ensino-aprendizagem de línguas.