///
As rotinas podem tornar-se uma tecnologia de alienação quando não consideram o ritmo, a participação, a relação com o mundo, a realização, a fruição, a liberdade, a consciência, a imaginação e as diversas formas de sociabilidade dos sujeitos nela envolvidos. Quando se torna apenas uma sucessão de eventos, de pequenas ações, prescritas de maneira precisa, levando as pessoas a agirem e a repetirem gestos e atos em uma sequência de procedimentos que não lhes pertence nem está sob seu domínio, é o vivido sem sentido, alienado, pois está cristalizado em absolutos. É fundamental, ao criar rotinas deixar uma ampla margem de movimento, senão encontraremos o terreno propício à alienação.
BARBOSA, M. C. S. Por amor e por força: rotinas na Educação Infantil. Porto Alegre: ArtMed, 2006. p. 39.
De acordo com Maria Carmem Silveira Barbosa, no livro “Por amor e por força: rotinas na Educação Infantil”: A partir da concepção sobre a organização do espaço e do tempo na Educação Infantil apresentada no texto, entende se que as rotinas, nessa etapa de ensino: