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As perfurações durante a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) podem ocorrer por diversos mecanismos, como pelo próprio duodenoscópio, por extensão da incisão da esfincterotomia, pela passagem extramural de fios-guia ou migração de stents. Felizmente, a perfuração pós-CPRE é rara, tendo incidência de 0,08 a 0,6% dos procedimentos. No entanto, frente a ela, o reconhecimento precoce e o manejo adequado farão o diferencial na evolução e na morbimortalidade do paciente. O guideline “Eventos Adversos associados à CPRE”, da Sociedade Americana de Endoscopia Gastrointestinal (2017), trouxe a classificação das perfurações. Sobre esse assunto, considere as seguintes afirmativas:
1. Perfurações tipo I são as que ocorrem na parede duodenal devido ao duodenoscópio.
2. Perfurações tipo II são perfurações periampulares que podem ser resultantes de esfincterotomia biliar ou pancreática.
3. Perfurações tipo III são lesões nos ductos biliares ou pancreáticos que podem ser resultantes de instrumentação com fios-guia ou extração de cálculos e/ou colocação de stents.
4. Perfurações tipo IV são grandes perfurações retroperitoneais, com expressivo significado clínico, as quais resultam da excessiva insuflação de ar durante o exame endoscópico associado à manipulação do esfíncter duodenal.
Assinale a alternativa correta.