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Do alto da duna, o olhar é atraído para a montanha achatada de arenito avermelhado. À frente, uma pequena lagoa e a planície verde tomada por buritis se estendem até o horizonte. Nessa paisagem de cerradão intocado, nascentes brotam em meio às veredas e rios escorrem formando cachoeiras entre campos recobertos por arbustos de galhos retorcidos vigiados por aves de rapina, como o gavião carcará e o urubu-rei. Assim é o Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins, que foi apelidado de deserto, apesar da fartura de águas.
Conhecer o Jalapão é tarefa para viajantes com espírito de aventura porque é preciso vencer não só a distância – cinco horas de carro desde Palmas, a capital de Tocantins – mas também os sacolejos nas estradas de terra da região. O período de seca de maio a setembro é a melhor época para curtir as praias de rios, uma das principais atrações do Jalapão. As estradas ficam bem melhores e sem grandes atoleiros.
Todo esforço para chegar ao Jalapão é bem recompensado com um banho completo de natureza.
O trecho negritado poderia compor as páginas de uma obra literária, mas integra uma reportagem sobre o Jalapão. A presença desse trecho na reportagem está, prioritariamente, relacionada