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Dayrell (2012), em seu texto: “Juventude, socialização e escola”, busca articular a vivência escolar dos jovens com os processos vivenciados por eles para além da escola, partindo do pressuposto de que o jovem é produto complexo de múltiplos processos de socialização. No artigo “Juventude, ensino médio e os processos de exclusão escolar”, Dayrell e Jesus (2016) refletem sobre os processos de exclusão escolares vivenciados por jovens adolescentes de 15 a 17 anos no Brasil. Pereira e Lopes (2016), no texto “Por que ir à escola? Os sentidos atribuídos pelos jovens ao ensino médio”, analisam os sentidos que a escola tem para os jovens no último ano do ensino médio e os significados da permanência na educação básica para esses jovens.
Tendo como referência esses três textos, analise as afirmativas a seguir sobre a experiência escolar dos jovens pesquisados:
I. O acesso à escola não significou para os jovens investigados, conforme Dayrell (2012), necessariamente em uma inclusão escolar e os percursos foram marcados por reprovações e abandonos temporários. O cotidiano escolar é lembrado pelos jovens como algo chato, que não os envolvia, com conteúdos escolares distantes da realidade, o que evidencia a dificuldade em assumir o papel de alunos.
II. Os jovens investigados por Dayrell e Jesus (2016) falaram de relações ambíguas que estabelecem com os profissionais das escolas que, em geral, têm dificuldades de identificar seus desejos e expectativas e, assim, estabelecer vínculos afetivos e curriculares com seus modos de vida. Mas, falaram também de alguns professores que os reconheciam como sujeitos, que lhes perguntavam e dialogavam sobre suas aventuras e desventuras dentro e fora do espaço escolar.
III. A experiência vivenciada até a juventude, pelos sujeitos investigados, de acordo com Dayrell (2012), não criou habilidades mínimas próprias do ser aluno, como o hábito de estudo ou mesmo da leitura, por exemplo. No entanto, a escola aparece como um espaço aberto a uma vida não escolar, numa comunidade juvenil de reconhecimento interpessoal. É em torno dessa sociabilidade que, muitas vezes, a escola e seu espaço físico são apropriados pelos jovens alunos.
IV. Os jovens, segundo Dayrell e Jesus (2016), reduzem as barreiras e gargalos identificados no que tange à continuidade da escolarização aos aspectos estritamente escolares, isto é, aos problemas de localização e infraestrutura dos prédios escolares, ao rigor, ao absenteísmo e despreparo dos professores e à violência escolar.
V. Os jovens transformam o ambiente da escola em espaços agradáveis, conforme Pereira e Lopes (2016), em que há lugar para o namoro, o encontro com os amigos e as conversas, recriando esses espaços nos interstícios da organização escolar, entre uma aula e outra e nas ausências dos professores; contudo, não consideram essas relações como sentidos que atribuem ao fato de irem à escola, mas acabam aproveitando e se beneficiando dessas oportunidades.
VI. Os jovens pesquisados, conforme Pereira e Lopes (2016), não consideram a escola um suporte para enfrentar os embates e obstáculos vivenciados no cotidiano e não depositam confiança na escola, expectativas, sonhos e esperanças com relação à execução de seus projetos de vida. Todas as dificuldades que eles vivenciam resultam em significar a escola como um empecilho para realização de seus projetos.
Está INCORRETO o que se afirma apenas em: