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Migrantes dormem no chão e fazem higiene em pias do aeroporto de Guarulhos
Situação é resultado de aumento de fluxo migratório; mais de 650 pessoas chegaram a ficar retidas ao mesmo tempo
A situação precária dos migrantes que solicitam refúgio ao Brasil no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, vem ganhando mais visibilidade desde o mês passado (agosto), quando um deles morreu no hospital depois de passar mal na área restrita do terminal aéreo.
A improvisação é regra no local, segundo pessoas que trabalharam ou estiveram na área restrita em diferentes períodos dos últimos três anos. Os relatos coincidem nas descrições de migrantes dormindo sem cobertores em colchonetes ou longarinas (bancos acoplados típicos de repartições públicas) e se higienizando em pias devido à falta de chuveiros.
Cerca de 70% dos pedidos de refúgio no aeroporto de Guarulhos são feitos por cidadãos do Nepal, do Vietnã e da Índia. Diante da crise migratória, o governo brasileiro passou a impedir, desde a semana passada, pessoas em trânsito e sem visto de pedir abrigo no Brasil.
O Ministério Público Federal chamou a situação de crise humanitária. A exposição dos cidadãos chamados de inadmitidos pode ser considerada: