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Considere que um arquiteto responsável por um edifício institucional de grande porte decide aprovar mudanças no projeto estrutural solicitadas pelo cliente, sem considerar a capacidade real do terreno e sem consultar engenheiros especializados, apenas para reduzir custos e atender ao desejo imediato do contratante. Embora o edifício seja concluído, surgem fissuras, infiltrações e riscos à segurança dos usuários, caracterizando violação ética grave: o profissional priorizou interesses comerciais pessoais em detrimento da segurança, da sustentabilidade e da função social da arquitetura, contrariando os princípios da Lei nº 12.378/2010 e da ética profissional orientada pelo CAU.
Um arquiteto não pode ser diretamente responsabilizado administrativamente pelo uso de materiais ou soluções construtivas não conformes com normas técnicas, quando não é contratado pelo cliente.