///
Em uma escola do Distrito Federal, uma estudante surda usuária de Libras não conta com intérprete em todas as aulas, o que limita a sua participação nas atividades coletivas. Ao mesmo tempo, um aluno com deficiência física não consegue acessar parte dos espaços da escola por falta de adaptações arquitetônicas, como rampas e elevadores.
Durante reunião pedagógica, a gestão afirma que o uso da Libras é responsabilidade apenas do intérprete, e que cabe ao AEE elaborar estratégias pedagógicas individualizadas, liberando o professor da sala comum dessa função. Além disso, professores sugerem que o aluno com deficiência física seja dispensado das aulas de educação física, substituindo a participação por relatórios escritos sobre esportes.
A escola pode justificar que o aluno com deficiência física não participe das aulas de educação física, substituindo a sua presença por relatórios escritos, pois os documentos orientadores para educação especial da SEEDF não preveem recursos de mobilidade e acessibilidade.