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Quando se fala em educação financeira, muitos já imaginam aquela tremenda dor de cabeça na hora de colocar tudo na ponta do lápis e organizar as contas. Essa atividade, porém, pode se tornar prática, fácil e habitual, ao fazer parte da rotina e estar presente no cotidiano das pessoas. Para isso, a ciência da contabilidade é uma aliada na hora de planejar o orçamento, economizar e executar aquilo que foi estabelecido como meta. Contudo, é preciso ter foco, disciplina e consciência de que abrir mão de alguns desejos pode ser crucial para obter êxito na conquista de algo muito maior.
De acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Brasil registrou, em setembro de 2022, o marco de 79,3% de famílias endividadas e 30% de inadimplentes. Esse aumento no endividamento, segundo a CNC, foi provocado pelo grande número de contração de dívidas entre consumidores de renda média e baixa.
Segundo a professora Mariana Guerra, da Universidade de Brasília (UnB), a questão orçamentária passa necessariamente pelo planejamento familiar formal ou informal.
Para Mariana, não se trata apenas da questão financeira, mas também de desejos, projetos e estilo de vida que se pretendem desenvolver ao longo do tempo. Nesse sentido, de acordo com a especialista, o planejamento faz-se primordial e, nesse sentido, é necessário responder às seguintes perguntas: Há pretensão de se ter filhos e casa própria? Em quanto tempo? Ambos os responsáveis pela família – em uma estrutura com, por exemplo, dois adultos em idade ativa – têm ou pretendem ter fonte de renda?
De acordo com o texto, a professora Mariana Guerra considera que desejos, projetos e estilo de vida devem ser levados em conta no planejamento orçamentário familiar.