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História de um átomo Fui átomo de rocha, fui granito, Fui lava de vulcão, fui flor mimosa, Sutil perfume, nuvem borrascosa Manchando a transparência do infinito. Vaguei no espaço... errante aerolito Transpus mundos de essência vaporosa. De santos fui artéria vigorosa, O coração formei a ser maldito. Nasci com a Terra; gaz eu fui com ela, Estive de Princípio na procela, Fui nebulosa, sol, planeta agora. Há cem mil séculos vivo m’encarnando, Águia n’altura, verme rastejando, Pólen voando pelo espaço a fora. Rodolfo Teófilo. Eternidade da matéria.
A história de um átomo, anunciada pelo título do poema, é que um mesmo elemento vai se renovando para formar diferentes matérias.