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Evitar doces é uma tarefa quase impossível para muitos. Além do sabor agradável, a guloseima serve muitas vezes como um calmante emocional, especialmente para as mulheres em época de TPM (tensão pré-menstrual). Ricos em açúcar e com alto valor glicêmico (energético), os quitutes ajudam na produção de serotonina, hormônio encarregado de regular o humor, mas o excesso pode trazer quilos a mais e insuficiência de insulina.
A nutricionista Fernanda Pisciolaro, membro da Abeso (Associação Brasileira de Estudos sobre a Obesidade), explica que, antes de o açúcar cair na corrente sanguínea, ele passa pelo pâncreas, glândula que secreta insulina para quebrar a glicose e controlar em que quantidade essa substância chegará à corrente sanguínea. “Quando o alimento contém muito açúcar, a insulina encontra dificuldades para fazer seu trabalho e acaba deixando grande quantidade de glicose ir para o sangue”, explica Psiciolaro.
A endocrinologista Lívia Lugarinho, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que, quando se consome muito açúcar, o corpo reage negativamente. “No começo, o pâncreas tende a produzir mais insulina para normalizar as taxas, mas depois ele começa a não dar conta de tanta demanda. O hormônio da insulina inicia, então, um processo de falência parcial, quando passa a ser pouco produzido, ou total, quando deixa de ser produzido. Se a produção de insulina não funciona, a glicose vai em excesso para a corrente sanguínea, o que resulta em diabetes”, explica Lugarinho. As consequências da diabetes são muitas e, entre elas, estão problemas neurológicos, cardiovasculares, oftalmológicos e renais.
Há ainda o risco de obesidade. Os doces são carboidratos altamente calóricos e ricos em gordura, que têm como função dar disposição e energia. Porém, quando a quantidade ingerida passa da conta e as atividades da pessoa não são suficientes para usar todas essas calorias, o excesso é revertido em tecido adiposo. Além de uma possível insatisfação com a aparência, o acúmulo de gordura corporal pode levar à pessoa doenças graves, como hipertensão e outras cardiopatias.
É facultativo o emprego da vírgula após a palavra “que” (linha 12).