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A palavra “conflito” fundamenta-se na visão tradicional de que toda divergência é disfuncional. Já a visão interacionista do conflito apoia-se na ideia de que as contraposições são necessárias à medida que diferentes opiniões forçam a argumentação, aumentando a probabilidade de tomar decisões conjuntas melhores do que aquelas tomadas individualmente.
Em uma visão contemporânea, caracterizada por incertezas e condicionamentos externos que forçam as organizações a se reinventarem constantemente, o conflito não é somente inevitável, mas também desejável para organizações que almejam ser competitivas a longo prazo. Nessa linha de pensamento, a visão do conflito com foco na resolução de problemas complexos parece estar mais coerente com os atuais desafios organizacionais.
Um dos assuntos mais recorrentes na área de gestão de pessoas é a relação entre profissionais de diferentes gerações. Nas discussões populares, os mais experientes são taxados de resistentes porque já vivenciaram muitas situações e, portanto, teriam vícios que poderiam prejudicar a implementação de novas ideias, especialmente quando elas são sugeridas pelos jovens. Se essa percepção fosse generalizada, não seria novidade se a tradicional pressa e a impaciência dos jovens gerassem expectativas frustradas quando eles sofressem resistência de profissionais seniores.
Apesar de existirem classificações de diferentes gerações, precisamos ter prudência quando falamos em categorizações de indivíduos: cada indivíduo tem expectativas, motivações e níveis de comprometimento diferentes, independentemente da geração. É inegável, porém, que a presença de profissionais jovens e seniores em um mesmo ambiente de trabalho traz desafios interessantes às organizações. Se esse encontro será bom ou ruim, isso dependerá de como a empresa, intermediada por seus líderes, criará um ambiente favorável para estabelecer um diálogo e explorar as potencialidades de cada profissional.
O trecho “cada indivíduo tem expectativas, motivações e níveis de comprometimento diferentes, independentemente da geração” (linhas de 29 a 31) transmite uma ideia de explicação no texto.