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O modelo presente de desenvolvimento do mundo não é sustentável. Mudanças do clima, perda de diversidade ecológica e cultural, pobreza e desigualdade tendem a aumentar a vulnerabilidade da vida humana e dos ecossistemas do planeta. Necessitamos de uma melhor compreensão das interações complexas e dinâmicas entre sociedade e natureza. Pesquisas recentes nas áreas da biologia, astrofísica e computação evidenciam que, em situações de caos aparente e de desestruturação, surgem, nas bordas do sistema, novas formas de organização e interação. O mesmo fenômeno pode ser observado na vida social, por meio de empreendimentos autogestionários, cooperativas de produção e de consumo, entidades que praticam a economia solidária e outras formas alternativas capazes de superar a desordem reinante. A organização coletiva – seja nas empresas autogestionárias, seja na agricultura familiar – permite também as manifestações das mais variadas formas de expressão cultural, pelas quais jovens e adultos conseguem romper os grilhões da marginalidade e encontrar um sentido para a sua existência.
A expressão “O mesmo fenômeno” (linha 11) retoma por coesão a ideia da evidência de “situações de caos aparente e de desestruturação” (linha 9).