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“Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega um instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite sons. Atrás disso há um sujeito cognoscente, alguém que pensa, que constrói interpretações, que age sobre o real para fazê-lo seu. Um novo método não resolve os problemas. É preciso reanalisar as práticas de introdução da língua escrita, tratando de ver os pressupostos subjacentes a elas, e até que ponto funcionam como filtros de transformação seletiva e deformante de qualquer proposta inovadora” (Ferreiro, 1986).
Com base na obra de onde o trecho acima foi extraído – Reflexões sobre Alfabetização –, é possível afirmar que, para Ferreiro:
I. o processo de alfabetização nada tem de mecânico.
II. a criança desempenha um papel ativo no processo de aprendizagem.
III. as concepções das crianças a respeito do sistema de escrita são fundamentais para a alfabetização.
IV. alterar métodos de alfabetização não basta; é necessária uma mudança conceitual profunda a respeito da alfabetização.
Está correto o que se afirma em: