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Os trechos abaixo, extraídos do livro A história concisa da literatura brasileira, referem-se, respectivamente, a: I – “...é um romance em terceira pessoa em que se nota maior esforço de construção e de acabamento formal. Lima Barreto nele conseguiu criar uma personagem que não fosse mera projeção de amarguras pessoais como o amanuense Isaías Caminha, nem um tipo pré-formado, nos moldes das figuras secundárias que pululam em todas as suas obras. [...] não se exaure na obsessão nacionalista, no fanatismo xenófobo, pessoa viva, as suas reações revelam o entusiasmo do homem ingênuo, a distanciá-lo do conformismo em se arrastam os demais burocratas militares reformados cujos bocejos amornecem os serões do subúrbio. [...] tem algo de quixotesco, e o romancista soube explorar os efeitos cômicos que todo quixotismo deve fatalmente produzir... ” p.319
II – “...meio epopeia meio novela picaresca, atuou uma ideia-força do seu autor: o emprego diferenciado da fala brasileira em nível culto; tarefa que deveria , para ele, consolidar as conquistas do Modernismo[...]Muito da teoria literária e musical escrita por Mário de Andrade na década de 30 centrou-se nesse problema, prioritário para o escritor e compositor brasileiro, dividido entre um ensino gramatical lusíada e uma práxis linguística afetada por elementos indígenas e africanos e cada vez mais atingida pelo convívio com o imigrante europeu.” P.354
III – “Se admitimos que é o fato de o jovem Seixas casar-se pelo dote, em virtude da educação que recebera, damos a Alencar o crédito de narrador realista, capaz de pôr no centro do romance não mais os heróis Peri e Ubirajara, Arnaldo e Canho, mas um ser venal, inferior. O que seria falso, pois o fato não passava de um recurso: o equilíbrio perdido em termos de visão romântica do mundo, vai-se restabelecer porque Alencar arranjará uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. O passo dado em direção ao romance de análise social fora uma concessão – logo mudada em crítica – à mentalidade mercantil que repontava no fim do Império.” P.139-140