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Johnstone elaborou um jogo de improvisação baseado em estruturas de jogos de salão e de desafios e o denominou Teatro Esporte. Este baseia-se na disputa entre dois ou mais times a partir de desafios lançados por cada equipe à outra, que deve resolvê-los por meio de improvisações. Há um grupo de juízes que, a partir das premissas técnicas desenvolvidas por Johnstone (escuta, habilidade narrativa, gangorra de status, entre outras), dá pontuações que variam de um a cinco e determina o vencedor da noite (MUNIZ, Mariana. Improvisação como espetáculo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2015, p. 200-201).
Sobre as premissas técnicas desenvolvidas por Keith Johnstone podemos afirmar que:
I. O status pode também ser afetado pela configuração do espaço no qual os atores se encontram. Para Johnstone, os braços de um sofá são geralmente considerados de alto status, e os "vencedores" de alto status têm o direito de ocupá-los. Se você deixar um carro no meio da natureza, há um momento em que você "sairá do espaço do carro". Na natureza, esse efeito é muito forte, porque as pessoas gostam de estar ao lado de objetos.
II. Quando ensinava, Johnstone acreditava que deveria falar com diferentes membros do grupo. Desse modo, ele entendia que essa seria a melhor maneira de estabelecer uma relação “justa” com eles. Sua maior preocupação era que todos se sentissem interessados pelo processo de ensino e aprendizagem, mas sem se preocupar necessariamente pela coesão entre o grupo.
III. Segundo Johnstone, uma das relações que geram prazer extremo ao público são as cenas de mestres e criados/empregados, sobretudo na comédia. Sófocles criou Sileno como um escravo de Ciclope, Molière propôs um servo à Don Juan etc. Ainda, de acordo com Johnstone, é muito fácil inventar jogos de mestres/criados e muitos deles são importantes para os improvisadores. Entre eles está o jogo no qual é preciso “manter o criado/empregado sobre pressão. Isto é, o mestre deve se opor a tudo aquilo que o criado é, diz ou faz.
IV. As etapas que levam os estudantes a compreenderem os processos de Jonhstone são: 1) é necessário lutar contra a própria imaginação, especialmente quando nós nos esforçamos para obtê-la; 2) nós não somos responsáveis pelo conteúdo da nossa imaginação, e 3) não somos, como nos disseram, nossas "personalidades", mas é a imaginação o nosso verdadeiro eu.