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Pode se considerar a performance uma linguagem antiteatral, na medida em que procura escapar de toda uma vertente teatral (e que é a mais aceita enquanto teatro) que se apoia numa dramaturgia, num tempo-espaço ilusionista e numa forma de atuação em que prepondera a intepretação (na medida em que se caminha em cima da personagem) (COHEN, Renato. Performance como linguagem. São Paulo: Perspectiva, 2013). Considerando as análises feitas por Renato Cohen sobre a performance art podemos aferir que: I – A performance não se estrutura numa forma aristotélica.
II – Na performance existe uma ambiguidade entre a figura do artista performer e de uma personagem que ele represente.
III – Um dos traços característicos da linguagem da performance é o uso da collage como estrutura.
IV – Diferentemente de um quadro surrealista, as figuras utilizadas durante uma performance, por meio da collage, podem ser imaginadas.