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No livro, Surdez e educação inclusiva (2012), a inclusão escolar é abordada a partir de diferentes visões. No capítulo que trata do processo de avaliação da aprendizagem do surdo no contexto da escola regular, as autoras Ana Paula e Maria Sylvia buscam desmistificar a relação direta que se tem estabelecido entre fala e escrita. Elas apresentam, a partir de Fernandes (2006, p. 07), um quadro sobre as implicações do processo de alfabetização para os alunos surdos.
Considerando os procedimentos adotados na alfabetização coluna 1 e, as implicações para a aprendizagem de alunos surdos, na coluna 2, associe ambas – coluna 1 e coluna 2 - conforme apresentado no quadro elaborado por Fernandes, em 2006 e, destacado pelas autoras do texto.
Coluna 1. Procedimentos adotados na alfabetização
I. Parte-se do conhecimento prévio da criança sobre a língua portuguesa, explorando se a oralidade: narrativas, piadas, parlendas, trava línguas, rimas etc.
II. O alfabeto é introduzido relacionando-se letras a palavras do universo da criança: nomes, objetos da sala de aula, brinquedos, frutas etc. Ex. A da abelha, B da bola, O do ovo.
III. As sílabas iniciais ou finais das palavras são destacadas para a constituição da consciência fonológica e percepção que a palavra tem uma reorganização interna (letras e sílabas).
IV. A leitura se processa de forma linear e sintética (da parte para o todo); ao pronunciar sequências silábicas, a criança busca a relação entre as imagens acústicas internalizadas e as unidades de significado (palavras).
Coluna 2. Implicações para a aprendizagem de alunos Surdos
( ) A leitura se processa de forma simultânea e analítica (do todo para o todo); a palavra é vista como uma unidade compacta; na ausência de imagens memorizadas mecanicamente, sem sentidos acústicos que lhes confiram significado, as palavras são memorizadas mecanicamente, sem sentido.
( ) Impossibilidade de estabelecer relações letra x som; a criança desconhece o léxico (vocabulário) da língua portuguesa, já que no ambiente familiar sua comunicação se restringe a gestos naturais ou caseiros (na ausência da língua de sinais).
( ) A percepção de sílabas não ocorre, já que a palavra é percebida por suas propriedades visuais (ortográficas) e não auditivas.
( ) Não há conhecimento prévio internalizado; a criança não estrutura narrativas orais e desconhece o universo “folclórico” da oralidade.
A ordem correta do preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: