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“Aparentemente, aprendemos na escola não somente a resolver operações aritméticas, mas também atitudes e valores relativos ao que é apropriado em matemática. A matemática, aprendemos implicitamente que é uma atividade que se pratica por escrito, é algo para aqueles que vão à escola. E esta é a forma apropriada de resolver problemas. Esta ideologia não apenas inibe o cálculo oral, mas também desvaloriza este tipo de saber popular, que não tem lugar na escola nem pode ser reconhecido num sistema de promoção em que todas as avaliações são feitas por escrito.” (p. 65-66)
CARRAHER, Terezinha Nunes; W. CARRAHER, David Willian; SCHLIEMANN, Analúcia Dias. (Org.). Na vida dez, na escola zero. São Paulo, Cortez, 1988.
É possível correlacionar o argumento dos autores sobre o cálculo oral e o escrito com quais conceitos da teoria vigotskiana sobre aprendizagem?