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Por mais que existam diferenças entre umas e outras pessoas, é bastante divertido: no branco dos olhos, sob manta da pele, no perolado dos dentes e nas artes do corpo, todo mundo é igual, literalmente igualzinho. Isso sem sondar a nossa secreta forma de nascer, chorar, rir, amar, recriar e morrer! Por toda parte, o vaivém e a barafunda de irmãozinhos refletidos, como se a terra fosse um planeta espiga com seus bilhões de bagos de milho.
O autor ao dar ao poema o título "Planeta espiga" quis comparar: