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"Afirmando que a geografia (isto é, a natureza) era a base da raça, os imigrantes 'brancos' no Brasil criariam uma identidade nacional semelhante à europeia, que viria a esmagar, com sua superioridade, as populações nativa e africana. Até mesmo a palavra raça era fluida: ela poderia se referir a pessoas (a raça humana) ou a animais, e, ainda mais genericamente, a espécies. A mesma palavra poderia designar a identidade cultural de uma pessoa ou desumanizá-la como sendo 'de raça mista'. A raça era uma categoria obscura, e a linguagem da raça mostra uma preocupação visceral em definir o 'outro'. Nada melhor que os imigrantes para autorizar os químicos sociais a chamarem seu país de um 'laboratório racial' - essa onipresente metáfora para o Brasil. (...). Os imigrantes desafiavam os conceitos simplistas de raça, acrescentando à mistura um elemento novo: a etnicidade. Todos os 4,55 milhões de imigrantes que entraram no Brasil entre 1872 e 1949 trouxeram consigo uma cultura pré-migratória e criaram novas identidades étnicas."
Sobre o processo migratório e a construção da identidade brasileira é correto afirmar que: