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Moreira e Guzzo (2014) apontam que em razão da contradição entre o estabelecimento da Psicologia Escolar enquanto área de atuação e a ausência da materialidade que a viabilize, a maior parte da reflexão que envolve é oriunda de espaços fomentados pela academia, por meio de atividades de pesquisa e de estágios curriculares. Conta a favor da área, sobretudo em relação à pesquisa, o fato de que muitas dessas atividades estão fundamentadas em pressupostos da pesquisa qualitativa e, portanto, da pesquisa-intervenção e, assim, enfatizam a vida cotidiana como fontes de suas elaborações teóricas. Em relação aos estágios curriculares, a situação já é desfavorecedora para a área, já que, em quase a totalidade dos cursos de formação para o psicólogo brasileiro, os estágios em escolas públicas não se constituem em exigência obrigatória e o perfil dos cursos e dos estudantes ainda permanece voltado para a formação