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Por mais de um século, foi à única instituição de assistência à criança abandonada no Brasil e, apesar dos movimentos contrários a essa instituição por parte de um segmento da sociedade, foi somente no século XX, já em meados de 1950, que o Brasil efetivamente extinguiu-a, sendo o último país a acabar com o sistema da roda dos enjeitados (MARCÍLIO, 1997). Tratava-se de um dispositivo onde se colocavam os bebês abandonados, composto por uma forma cilíndrica, dividida ao meio por uma divisória e fixado na janela da instituição ou das casas de misericórdia. A criança era colocada no tabuleiro pela mãe ou qualquer outra pessoa da família e, ao girar, puxava uma corda para avisar a que um bebê acabava de ser abandonado, retirando-se do local e preservando sua identidade. A esse dispositivo era dado o nome de: