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As invasões bárbaras dos séculos II, IV e V de nossa era provocaram o deslocamento e a queda do Império Romano, determinando, mais precisamente, o final das estruturas políticas e administrativas do Império Romano do Ocidente. A insegurança que, após essas invasões, passou a reinar nas sociedades essencialmente agrícolas do Ocidente estimulou os habitantes a se refugiarem em um certo número de organizações urbanas fortificadas ou nas cercanias do castelo de alguns proprietários poderosos, os quais, em troca de proteção que lhes davam, exigiam uma certa quantidade de pagamentos em espécie. Contudo, as situações variavam muito de um lugar para outro; a dominação exercida pelos poderosos assumia, algumas vezes, mais um caráter de extorsão brutal do que o de um processo de trocas. Ao estudarmos essas estruturas que anunciavam o começo do feudalismo, veremos que o problema essencial das populações, a partir de então, era o da segurança dos bens e das próprias pessoas: essa segurança não podia mais ser garantida pelo poder imperial enfraquecido. A civilização urbana foi, então, dando lugar a microssociedades que, restringidas a si mesmas, sofreram um processo nítido de decadência, evidenciado pelo declínio demográfico, pela escassez de moeda ou de outros valores de troca semelhante à monetária e, em consequência, pela sensível contração dos intercâmbios comerciais. Esse fenômeno de declínio, particularmente perceptível no século V, afetou todos os territórios do Império Romano do Ocidente. (JESSUA, Claude. Capitalismo. São Paulo: L&PM Pocket, 2009, pp. 13/14).
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta: