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ESTRATÉGIA DE SUPERAÇÃO. Nos últimos anos, um grupo de autores tem abordado as chamadas “estratégias de reação”, isto é, as tentativas feitas por desempregados para lidar e superar o estresse causado pela demissão. O modelo mais conhecido a esse respeito, de Leana e Feldman (1992), defende que existem dois tipos de comportamento de reação: estratégias de reação “ativas” e “paliativas”. Para esses autores, indivíduos com comportamento “ativo” de reação buscam enfrentar a situação por meio de ações que sejam especificamente dirigidas à eliminação do fator estressante, por meio da procura concentrada de nova colocação ou ocupação. Por outro lado, outros indivíduos podem assumir um comportamento dito “paliativo”, negando a realidade e distraindo-se de seus problemas. Esse tipo de comportamento pode ir desde a utilização de mecanismos de defesa – como a projeção de seus fracassos em outrem – até mudanças de ordem fisiológica, como aumentar a quantidade de sono, o consumo de comida ou de bebida alcoólica. Todas essas atividades “paliativas” amenizam a intensidade da pressão emocional e reduzem o nível de consciência do indivíduo. A hipótese subjacente nesse tipo de abordagem é, obviamente, a de que indivíduos engajados em comportamentos “ativos” de reação à perda de emprego mantém-se mais saudáveis e têm melhores chances de obter recolocação satisfatória do que aqueles em reação “paliativa”. (CALDAS, Migue. Demissão. São Paulo: Atlas, 2000, p. 223).
Ao se analisar o texto acima, pode-se perceber que o autor trata: