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Nosso objetivo ao nos comunicarmos é que aprovem e assimilem nossas fundamentações ou argumentações. Entre o desejo e sua realização há uma série de detalhes que pode funcionar como barreira sem que percebamos. A insegurança é um de nossos principais inimigos internos. Se, de saída, não confiarmos em nossa capacidade de captar o interesse e a aprovação da plateia, então não há milagre capaz de fazer o contrário. Essa segurança vai permear toda a apresentação, contaminando-a de maneira irreversível. É fácil perceber os seus sinais: gaguejamos, permeamos a fala com cacoetes verbais ou de “brancos” (aquelas pausas evidentes de quem perdeu o fio da meada), assumimos posturas corporais de derrota, não vemos a hora de acabar com esse martírio e, então, perdemos o foco dos nossos argumentos. Se não acreditamos em nós, quem acreditará? Assim, a atitude correta para começar é acreditar em nós mesmos e em nossa capacidade de expressar o que queremos da melhor maneira. E trabalhar neste sentido, ou seja, encarar o desafio de falar em público, transformando esse momento no melhor possível todas as vezes que precisamos fazê-lo. Para tanto, aceite a necessidade de se expor e trate de se conhecer muito bem, para aproveitar suas qualidades e corrigir suas falhas. O talento para a comunicação pode e deve ser construído passo a passo, com entusiasmo e certeza de que para chegar lá é preciso o primeiro passo e, depois, ir dando um de cada vez. Haverá muito mais adiante. A cada conquista, surge um novo e gratificante motivo para continuar aperfeiçoando este diferencial. Nem mesmo uma natural timidez ou introversão pode impedir alguém de se apresentar bem diante de uma plateia. Assim, deixe de se apoiar em uma muleta como esta, caso esteja nesta categoria de pessoas. O remédio para superar as próprias limitações é treino, exercício constante e dedicação (...). (DOUGLAS, William et ali. A arte de falar bem em público. São Paulo: Agir, 2016, p. 28).
Considerando o texto, assinale a alternativa correta: