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Para ser honesta, não consigo entender como os holandeses, pessoas boas, honestas e direitas, podem nos julgar assim. A nós – o povo mais oprimido, infeliz, e digno de pena de todo o mundo. Só tenho uma esperança: de que esse antissemitismo seja apenas uma onda passageira, de que os holandeses mostrem suas verdadeiras cores, que nunca se afastem daquilo que, em seus corações, sabem ser justos, porque isso é uma injustiça! E se eles levarem adiante essa terrível ameaça, os poucos judeus que continuam na Holanda terão de ir embora. Também teremos de colocar as trouxas nas costas e partir para longe deste país lindo, que um dia nos recebeu tão gentilmente e que agora nos vira as costas. Amo a Holanda. Um dia esperei que se tornasse a minha pátria, já que perdi aquela onde nasci. E ainda espero.
(FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. 8 ed. Rio de janeiro: Bestbolso, 2009, p. 334).
De acordo com o texto, pode-se concluir que Anne Frank era: