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Meditar é uma atividade tão simples quanto antiga: milhares de anos atrás, já havia gente que tirava um momento do dia para olhar para dentro de si por uns minutos. Embora estivesse na cara – ou, pelo menos, na expressão facial dos monges – que a prática podia trazer benefícios à saúde, só nas últimas décadas ela recebeu o aval da ciência como aliada no tratamento de doenças e como forma de aprimorar habilidades como foco, atenção e criatividade.
O próprio ato de sentar, respirar e libertar os pensamentos já ganha contornos científicos. Quando uma pessoa medita regularmente, segundo os estudiosos, ela provoca algumas mudanças em estruturas cerebrais importantes, como o córtex (área usada para atividades como o pensamento abstrato e a introspecção), e o hipocampo, fundamental para a memória – que pode aumentar de volume e densidade com a prática.
Além disso, a meditação mexe com um eixo do sistema neurológico responsável pela nossa resposta a situações de estresse, ajudando-o a regular a liberação de substâncias que, em excesso, podem ser tóxicas ao organismo – o que costuma deixar o praticante mais tranquilo. Apesar de toda essa atividade, a meditação precisou sair dos templos religiosos onde muita gente tomou conhecimento de sua existência para entrar na literatura científica.
Atualmente, o mindfulness, ou atenção plena, que utiliza diferentes técnicas de meditação, é o tipo mais estudado e o mais utilizado nos hospitais. Esse modelo de meditação tem um caráter mais, digamos, laico. Sem vínculo a uma filosofia ou religião específica, ela torna a prática acessível a um número maior de pessoas.
Com base no texto, não se pode afirmar que: