///
LÍNGUA PORTUGUESA. Leia os textos I, II e III para responder às próximas cinco questões. Texto I - O Impossível Carinho: (Manuel Bandeira) Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo Quero contar-te apenas a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor No coração despedaçado As mais puras alegrias de tua infância! Texto II - Arte de Amar: (Manuel Bandeira) Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não noutra alma. Só em Deus - ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não. Texto III - Desencanto: (Manuel Bandeira) Eu faço versos como quem chora De desalento... de desencanto... Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. Volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão... Dói-me nas veias. Amargo e quente, Cai, gota a gota, do coração. E nestes versos de angústia rouca Assim dos lábios a vida corre, Deixando um acre sabor na boca. – Eu faço versos como quem morre.
Referindo-se à interpretação dos três textos, assinale cada item com (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta:
( ) No texto I (O impossível carinho), como está escrito no próprio título, é um ato impossível do eu lírico pagar a felicidade que recebe da pessoa amada, porque ele está com o coração rasgado.
( ) No texto II (Arte de amar), o eu lírico passa a sua ideia, aquilo que ele entende do amor.
( ) No texto III (Desencanto), o eu lírico diz que ele faz suas poesias, a partir do sofrimento que ele teve, ou ainda tem.
( ) No texto I (O impossível carinho), o poeta escolhe as palavras com muita ternura, melancolia, às vezes, até causando, no leitor, uma delicada e profunda comoção.