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Desafinando. (Antônio Carlos Jobim).
Quando eu vou cantar você não deixa
E sempre vem a mesma queixa
Diz que eu desafino, que eu não sei cantar
Você é tão bonita
Mas toda beleza
Também pode se acabar.
Se você disser que eu desafino, amor
Saiba que isso em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu
Se você insiste em classificar
Meu comportamento de antimusical
Eu, mesmo mentindo, devo argumentar
Que isto é Bossa Nova
Que isto é muito natural
O que você não sabe, nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Rolleiflex
Revelou-se a sua enorme ingratidão.
Só não poderá falar assim do meu amor
Este é o maior que você pode encontrar, viu
Você com a sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados
Também bate um coração.
Leia os itens e assinale a opção correta: I - O conflito entre o músico de um novo estilo, Bossa Nova, e os críticos de música daquela época (fins dos anos 1950), já ocorre no início da música: “Quando eu vou cantar/Você não deixa.”
II - Em “Se você insiste em classificar/Meu comportamento de antimusical/Eu, mesmo mentindo, devo argumentar/Que isto é Bossa Nova/Que é muito natural,” o músico tenta explicar seu novo estilo musical.
III - Quando o músico diz que a canção é Bossa Nova e que ela é muito natural, ele fala a verdade, fazendo uso de uma música próxima à fala.
IV - Rolleiflex, no texto, é uma palavra que tem o sentido de máquina fotográfica.
V - Os versos “Você é tão bonita/Mas toda beleza/Também pode se acabar;” mostram a certeza, a harmonia, a paz, vividas pelo casal.