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Lá no reino dos insetos, Chegaram bandos completos, Todos no mesmo momento, Para festejar a data Em que o Besouro e a Barata Iam unir-se em casamento. Dom Besouro e sua família, Mesmo sem terem mobília, Resolveram a situação: Trabalhando noite e dia, Fizeram economia, Pra dar festa na ocasião. E os pais da Baratinha Viraram muita cozinha, Furtando bom alimento; Fizeram grande armazém, Pois precisavam também Auxiliar no casamento. [...] Na data discriminada, Antes da hora marcada, Era grande o movimento. Insetos de todas as raças, Desde as formigas e as traças, Chegaram pro casamento. Aos milhares de mosquitos, Formando bandos bonitos, Se juntaram às cigarras; Para tocarem na festa, Formaram logo uma orquestra Só de clarins e fanfarras Moscas de todos os recantos, Aos milhões, que não sei quantos, Invadem a cidade; Quando o bando apareceu, O céu todo escureceu, Pela enorme quantidade. [...] Chegaram os carrapatos; Todos eles sem sapatos Começaram a dançar. E veio uma explicação – Estavam de pés no chão, Pra poderem se agarrar. O noivinho da Barata Tinha uma bela gravata, Preta da cor do carvão; Terno pelo figurino, Calça boquinha-de-sino, De colete e jaquetão. A noiva não tinha véu, Mas tinha um lindo chapéu, Século vinte, na moda, No último figurino Do tailleur mais grã-fino, Para noiva de alta roda. [...]
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