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Leia o trecho a seguir publicado no site do jornal O Globo, em 20 de junho de 2014: “O colunista do GLOBO Mario Sergio Conti achou que tinha ‘esbarrado com a notícia’ na ponte aérea, no fim da tarde de quarta-feira. Sentou-se ao lado de um sósia do técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, e achou que se tratava do próprio Felipão e que este viajava com ninguém menos que o garoto de ouro da Copa, Neymar. A dupla de sósias não causou alarde no voo que saiu do Rio às 17h40m para São Paulo, mas Conti notou que as comissárias olhavam para o garoto parecido com Neymar com interesse e deferência. O colunista do GLOBO puxou conversa com o "técnico", que respondeu a todas as perguntas: sobre o zero a zero com o México, o time da Itália, os favoritos para o Mundial...
- Ele respondia coisas sensatas - diz Conti, ao falar sobre a entrevista com Wladimir Palomo, sósia de Felipão e que confundiu o colunista.
Depois da conversa, Palomo ainda deu a ele um cartão em que estava seu nome verdadeiro, com a informação de que se tratava de um sósia. Mas Conti afirma que achou que Felipão havia feito uma brincadeira depois de se recusar a participar do seu programa na GloboNews dizendo estar muito ocupado durante a Copa.
- Achei que era o Scolari, tive certeza de que era ele. Eu estava lá esperando o voo, ele entrou, sentou-se ao meu lado. Eu fui perguntando e o cara respondendo. Não é que ele queria ter me enganado. Longe disso - disse Conti, que contou que nunca se encontrou pessoalmente com o técnico e que só o via pelos jogos na TV.
Achando ter uma notícia quente do dia, Conti escreveu uma coluna e enviou para O GLOBO e a "Folha de S.Paulo", da qual também é colunista. O texto chegou a ser publicado nos sites dos dois jornais por cerca de uma hora, mas foi retirado do ar. Também foi publicado na versão digitalizada do jornal impresso, adquirida nas bancas da Apple e da Google no início da manhã de quinta-feira. Alertado de que Felipão estava em Fortaleza, Conti diz que ligou para o número do cartão do sósia e confirmou: aquele era Palomo”.
Em jornalismo, o jargão que classifica a publicação de uma notícia falsa é: