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“O currículo pode ser conceituado de diferentes formas se considerarmos as significações que podem ser atribuídas ao processo educativo escolar em contextos culturais e teóricos diferentes. A etimologia da palavra sugere percurso, caminho, daí ser tomada como forma de organização pedagógica do ensino escolar para a condução dos educandos no desenvolvimento de um curso” (Cultura, currículo e escola / Anna Rosa Fontella Santiago, Andréa Becker Narvaes, Marta Estela Borgmann).
Segunda as autoras, na literatura especializada é possível encontrar “inúmeras definições de currículo, as quais, numa visão geral e simplificada, podem ser organizadas de acordo com os seguintes grupos de significados:
(A) o currículo concebido como projeto educativo composto de diferentes aspectos administrativos e pedagógicos: disciplinas; conteúdos; métodos e técnicas de ensino; tempos e espaços organizados para conduzir o percurso de escolarização; (B) o currículo visto como expressão formal e material do projeto pedagógico da escola, ou seja, como conjunto de práticas e experiências mais amplas que estabelecem a relação entre a escola e a sociedade apontando a direção do processo educativo;
(C) o currículo definido como campo prático de organização do processo educativo formal, na educação escolarizada; território de intersecção de experiências diversas dentro e fora da escola, que supõem a concretização dos fins sociais e culturais da escola; (D) o currículo concebido como um dispositivo cultural e discursivo; como “prática de significação” permeado de relações de saber-poder que fornecem uma das tantas maneiras de conceber e/ou interpretar o mundo”.
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