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Educar sem Vocação é o Mesmo que Conduzir sem Visão "Ao Compartilhar aquilo que aprende, o Educador exercita sua Vocação..." Diante de tudo isso, ciente dos desvios de comportamento próprios do modelo educacional praticado, onde as distorções nunca são tratadas da forma adequada, onde padrões de comportamento alienados são replicados como repertório cognitivo, o que resta ao educador? Falamos do educador exceção, o vocacional, e não daquele que está no exercício da função apenas por conveniência, ou obrigado pelas circunstâncias. Para esta segunda classe, mudança não é uma coisa desejável. É como o médico que vê na cura do seu paciente uma ameaça ao seu emprego. Entretanto, em meio a esse universo de educadores, há um grupo que escolheu o magistério da pedagogia por vocação, e esta questão é dirigida a eles. O que fazer diante desse quadro? A prática do princípio da dúvida deveria ser o primeiro passo, a primeira disciplina extracurricular que ele deveria ensinar aos seus discentes. Duvidar de tudo, não acreditar só porque foi publicado e assinado por alguém notório, ou atestado por uma grande autoridade especializada. Deveria começar expondo uma constatação, que é o fato de como as mentiras não contestadas, logo, pela intensa repetição, se tornam verdades. Chamamos a isso de o princípio da desinformação. Começaria esclarecendo sobre as propagandas que são veiculadas pelos grandes fabricantes de refrigerantes, ou bebidas industrializadas, incitando o consumo, e que, no entanto, nos escondem deliberadamente todos os malefícios que seus produtos causam a saúde. Na própria Internet, os exemplos, as evidências, os estudos comprobatórios desses malefícios estão por todos os lados. Esses exemplos poderiam servir de ilustração e ponto de partida para a prática do princípio da dúvida. Eles também deveriam ser instruídos de como se inicia uma investigação por conta própria, assim como sobre a técnica da refutação de uma questão, seguido do respectivo processo digestório antes do aceite indiscriminado, sem se importar com a qualidade da fonte disseminadora. Afinal de contas, sabemos como é pratica cada vez mais comum no mundo da publicidade a veiculação de falsos laudos científicos com a intenção de construir uma imagem robusta durante a promoção de um novo produto ou ideia. Ensine-os a enxergarem o óbvio. Se alguém oferece para venda uma fórmula infalível para se ficar rico ou ganhar prêmios milionários na loteria, mostre as evidências, com argumentos lógicos, axiomáticos, incontestáveis, de que aquilo é uma mentira. A partir dos exemplos mais simples, poderão depois chegar às questões mais complexas. O princípio da dúvida só funciona se eles forem capazes de comprovar sua eficácia. Cientes de que poderão aprender a partir do meticuloso exame das coisas, de que a descoberta de muitas verdades depende apenas desse interesse, o caminho para a independência mental, para o exercício da inteligência, estará aberto. E logo deixarão a alienação de lado, não mais terão seus cérebros lavados e adubados com os idiotismos da moda, com as posturas fanáticas, as manobras subliminares criadas para manipular a vontade dos incautos, dos inocentes por acomodação e tolos por instrução. Mas, para que o educador tenha sucesso em sua nova empreitada, deve, em primeiro lugar, fazer seu dever de casa. Deve começar o experimento da mudança em si mesmo, através da autovivência. Assim, comprovado o fato, não terá que convencer seus alunos ou filhos de coisa nenhuma. O experimentar será uma cobaia viva, apto a demonstrar através de exemplos concretos, aquilo que ele próprio já constatou através da autoexperimentação. E diante de fatos irrefutáveis apenas os estúpidos ainda desejarão permanecer na ignorância. Mas convenhamos, esse educador sabe que seus esforços não são direcionados para esse público.
O texto menciona dois tipos de educador. Assinale a alternativa que descreve cada um deles.